quarta-feira, 14 de março de 2012

Afinal, No Que Acredito?


Eu não tenho dúvidas sobre a existência de Deus. Porém, também não tenho dúvidas de que pessoas podem muito bem utilizar o nome de Deus para realizar fraudes sérias.

Pessoas mal intencionadas já fizeram isso antes. Eu e você sabemos disso.

Pessoas bem intencionadas, porém ingênuas, também erram: acreditam muitas vezes em evidências de que elas tenham alguma influência espiritual “mágica” para servir outras pessoas.

Sabe… Poderes ocultos, que são “impossíveis de serem ensinados”.

A Fé Que Advém da Ignorância

É bem verdade que uma parte das pessoas que acredita em paranormalidade, inclusive muitas das “especialistas no assunto”, têm uma compreensão muito básica, senão nula, de estatística matemática, psicologia ou comunicação.

Por isso mentem para si mesmas, sem terem a menor idéia de que estão mentindo. Crêem ter um “poder” que não possuem, e conseguem convencer outras pessoas igualmente ingênuas do mesmo.

Educação é a única coisa que pode curar essa deficiência na sociedade. E eu sou um advogado da clareza.

A Favor do Poder Para Cada Ser Humano No Planeta

James Randi é um dos maiores “combatedores” de fraudes psíquicas e paranormalismo no planeta. Veja este vídeo e aprenda. Ele tem legendas em Português.

Eu entendo que cuido aqui de um site chamado “Espalhe o Amor”, e que isso pode ser percebido como uma afronta a muitos leitores que podem ter sua fé invalidada por este discurso de James Randi, e também pelas minhas próprias palavras.

No entanto, Randi não nega a existência de Deus. Ele apenas desafia pessoas incapazes de provar as habilidades que acreditam e dizem ter.

Essa é uma diferença fundamental.

Afinal, No Que Acredito?

Acredito que um amor de potencial extraordinário pode ser encontrado na clareza dos pensamentos. Acredito que Deus está onde existe liberdade de escolhas, questionamentos e compreensão científica.

Diferente do que muitos espiritualistas pensam, a Ciência não está “contra” Deus. Isso aí é um tipo de espiritualismo bem pobre, datado da Idade Média, que precisa ser atualizado.

É o mesmo espiritualismo que jogou pessoas vivas, jovens, inocentes e cheias de energia em fogueiras, e que continua bem ativo até hoje, motivando o terrorismo e extorsão em massa dos pobres que não têm sequer o que comer.

Eu juro que quero que alguém me prove o contrário sobre o ocultismo, assim como Randi também quer, assim como qualquer pessoa esclarecida quer

Afinal, se o Paranormal existe, então ele faz parte do universo, e portanto é regido por leis naturais, acessíveis a qualquer pessoa que tenha um cérebro pensante.

Se você tem uma mente plenamente funcional, então é do seu direito compreender como o mundo realmente funciona.

Onde Está a Humildade?

Os falsos espiritualistas:

Não gostam de ser desmentidos
São extremamente autoritários
São orgulhosos sobre aquilo que acreditam
Não admitem perguntas que colocam em questão suas certezas
São ciumentos sobre a influência que conquistaram
Crêem que as outras pessoas são crianças incapazes de pensar por si próprias. Mas que eles mesmos podem.
Os verdadeiros espiritualistas, na minha experiência, sente-se perfeitamente seguros ao pedirem provas de que eles estão errados, para que possam corrigir seus pensamentos e sua conduta em uma direção mais iluminada.

Essa é a diferença.

Na minha opinião, humildade é admitir que você pode, sim, estar equivocado – e pedir humilde e gentilmente que alguém lhe demonstre como.

Nós estamos no Século XXI. Deus, se existe, também está na Ciência. Afinal, Ele é onisciente ou não?

Conecte-se a Deus Com Uma “Fé Prática”

Muitas das pessoas que usam seu tempo com misticismos e badulaques estão comprando apenas o direito de se sentirem psicologicamente confiantes e seguras, e não um aparato verdadeiramente sobrenatural.

A parte mais valiosa de qualquer doutrina religiosa é a sabedoria dos autores. Não os “troços” com promessa de poderes invisíveis.

Ainda assim, mesmo as palavras dos autores precisam, sim, de questionamento.

O direito de nos sentirmos psicologicamente bem é de TODOS. O nome desse outro esquema que andam comprando por aí é PLACEBO.

Muitas dessas pessoas jamais conseguirão o que querem em suas vidas, por mais que tenham toda fé no mundo, porque simplesmente deixam de agir no que é necessário para realizar rituais primitivos.

O fato é que Deus nos deu pouco tempo para viver. Não vai dar tempo de fazer o que precisa ser feito e ainda por cima cumprir com obrigações ditas “divinas”.

Adore-o fazendo de sua própria vida um exemplo. Corra na direção dos seus sonhos, e realize-se. Não se prostre na frente de ninguém, porque este não é o melhor uso que você pode fazer do tremendo poder que Deus lhe deu através do seu próprio cérebro, que pode encontrar suas próprias soluções em louvor a Ele.

quarta-feira, 7 de março de 2012

INTIMIDADE


Algumas pessoas se destacam para nós. Não há argumento capaz de nos fazer entender exatamente como isso acontece. Porquê dançam conosco com mais leveza nessa coreografia bela, e tantas vezes atrapalhada, dos encontros humanos. Muitas vezes tentamos explicar, em vão, a medida do nosso bem-querer. A doçura de que é feito o olhar que lhes dirigimos. O sentimento que nos move para ajudá-las a despertar um único sorriso.


Não importa quando as encontramos no nosso caminho. Parece que estão na nossa vida desde sempre e que mesmo depois dela permanecerão conosco. É tão rico compartilhar a jornada com elas que nos surpreende lembrar de que houve um tempo em que ainda não sabíamos que existiam. É até possível que tenhamos sentido saudade mesmo antes de conhecê-las. O que sentimos vibra além dos papéis, das afinidades, da roupa de gente que usam. Transcende a forma. Remete à essência. Toca o que a gente não vê. O que não passa. O que é.


Por elas nos sentimos capazes das belezas mais inéditas. Se estão felizes, é como se a festa fosse nossa. Se estão em perigo, o aperto é nosso também. Com elas, o coração da gente descansa. Nós nos sentimos em casa, descalços, vestidos de nós mesmos. O afeto flui com facilidade rara. Somos aceitos, amados, bem-vindos, quando o tempo é de sol e quando o tempo é de chuva. Na expressão das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações. Com elas, experimentamos mais nitidamente a dádiva da troca nesse longo caminho de aprendizado do amor. 

O centésimo macaco


Há uma história que
que eu gostaria de lhe contar.
Sua mensagem
pode conter
a sua única esperança
de um futuro
para a nossa espécie!
É a história
do centésimo macaco:
O macaco japonês
Macaca fuscata
vem sendo observado
há mais de trinta anos
em estado natural.
Em 1952,
os cientistas jogaram
batatas-doces cruas
nas praias da ilha de Kochima
para os macacos.
Eles apreciaram o sabor
das batatas-doces,
mas acharam desagradável
o da areia.

Uma fêmea de um ano e meio,
chamada Imo,
descobriu que lavar as batatas
num rio próximo
resolvia o problema.
E ensinou o truque
à sua mãe.
Seus companheiros
também aprenderam a novidade
e a ensinaram às respectivas mães.
Aos olhos dos cientistas,
essa inovação cultural
foi gradualmente assimilada
por vários macacos.
Entre 1952 e 1958,
todos os macacos jovens
aprenderam a lavar
a areia das batatas-doces
para torná-las mais gostosas.
Só os adultos
que imitaram os filhos
aprenderam esse avanço social.
Outros adultos
continuaram comendo
batata-doce com areia.
Foi então que aconteceu uma coisa surpreendente.
No outono de 1958,
na ilha de Kochima,
alguns macacos – não se sabe ao certo quantos –
lavavam suas batatas-doces.
Vamos supor
que, um dia, ao nascer do sol,
noventa e nove macacos
da ilha de Kochima
já tivessem aprendido
a lavar as batatas-doces.
Vamos continuar supondo
que, ainda nessa manhã,
um centésimo macaco
também tivesse feito uso dessa prática.
ENTÃO ACONTECEU!
Nessa tarde,
quase todo o bando
já lavava as batatas-doces
antes de comer.
O acréscimo da energia
desse centésimo macaco
rompeu, de alguma forma,
uma barreira ideológica!
Mas veja só:
Os cientistas observaram
uma coisa deveras surpreendente:
o hábito de lavar
as batatas-doces
havia atravessado o mar.
Bandos de macacos
de outras ilhas,
além dos grupos
do continente, em Takasakiyama,
também começaram
a lavar suas batatas-doces!
Assim, quando um certo número crítico
atinge a consciência,
essa nova consciência
pode ser comunicada
de uma mente a outra.
O número exato pode variar,
Mas o Fenômeno do Centésimo Macaco
significa que, quando
só um número limitado de pessoas
conhece um caminho novo,
ele permanece
como patrimônio da consciência
dessas pessoas.
Mas há um ponto em que,
se mais uma pessoa
se sintoniza com a nova percepção,
o campo se alarga,
de modo que essa percepção
é captada por quase todos!
Extraído do Livro: “O Centésimo Macaco – O Despertar da Consciência Ecológica”
Autor: Ken Keyes, Jr
Editora Pensamento